Broca do coqueiro

 


 


Adultos (macho e fêmea) de broca-do-coqueiro

(Rhynchophorus palmarum).

 


 O gênero Rhynchophorus é encontrado disperso por todo o Brasil.

- Sintomas: O coqueiro atacado apresenta porte reduzido, folhas mais curtas e amareladas, com o pecíolo bronzeado, redução do número de folhas, redução ou ausência de cachos, inflorescências abortadas e estipe com furos enegrecidos junto à região da coroa. Quando a planta está muito atacada, as folhas mais jovens são mais curtas e não se abrem completamente, tomando o formato de uma vassoura. Essa praga além de fazer enormes galerias no estipe e na região da coroa foliar, bloqueando a passagem dos nutrientes, provocando o enfraquecimento ou até a morte da planta, propicia a entrada de microrganismos como fungos, bactérias e vírus, ou insetos secundários capazes de provocar novos danos. Além disso, é o vetor do nematóide causador, nas palmáceas, da doença conhecida por "anel-vermelho".

- Controle: As plantas decadentes ou mortas, que são focos e servem de criadouro para a broca-do-coqueiro, quando eliminadas concorrem para a redução da ocorrência dessa praga. Também devem ser evitados ferimentos mecânicos acentuados durante a colheita dos cachos, para que os adultos não sejam atraídos pela seiva exudada. Os estipes eliminados são cortados em pedaços e queimados fora da plantação.

O uso de armadilhas é o método mais seguro para o controle dessa praga e pode ser feita com o aproveitamento de recipientes descartáveis de plástico

(20 litros), utilizados no envasamento de óleo para máquinas agrícolas. A parte superior dos recipientes é retirada e, no local, adaptada uma tampa de madeira, com um furo de aproximadamente 10 cm ao centro, no qual é fixado um funil feito com a parte superior de garrafa de plástico descartável de refrigerante.

(2 litros), com a parte afunilada voltada para dentro da armadilha, do modo a facilitar a entrada do inseto. No interior da armadilha deve conter iscas compostas por feromônios de agregação sintético rincoforol (trocados a cada3 meses), mais 6 roletes de cana de açúcar (20 cm cada, cortados transversalmente).  As armadilhas são colocadas em moirões de madeira com um metro de altura e distribuídas dentro da plantação a cada (cento e cinqüenta metros). A troca da cana deve ser feita a cada 15 dias, ocasião em que será feita a coleta dos insetos capturados (Silva et al. 1998).