Descupinização ou Controle Profissional de Cupins
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Cupim subterrâneo |
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Aleluia (alados) |
Cupim arborícola |
Cupim de montículo |
Os tratamentos de Descupinização ou Controle Profissional de Cupins têm como objetivo a redução e o controle do nível de infestação da praga, proteção de madeiras, móveis, quadros, livros entre outros objetos que contenham celulose que é o alimento preferencial dos cupins. Nos centros urbanos os cupins tomam proporção assustadora quando invadem casas, hospitais, empresas, indústrias, Igrejas, museus, escolas em busca de madeira e celulose (papel) materiais que são objetos da alimentação e sustentação de enormes colônias que podem chegar a mais de um milhão de indivíduos.
O Controle Profissional de Cupins requer mais que um simples conhecimento das técnicas utilizadas nas últimas décadas, é preciso especialização em técnicas atuais, procedimentos inovadores e produtos de última geração, pois a praga ganha espaço nos centros urbanos causando danos e prejuízos significativos.
A metodologia utilizada agrega os mais avançados procedimentos na atividade de Pest Control (Controladores de Pragas), é baseada na filosofia internacional do MIP (Manejo Integrado de Pragas) que propõe técnicas de aplicação mais metódicas do que o tradicional Controle Químico, o que proporciona ao cliente maior segurança, higiene, limpeza, rapidez e comodidade sem criar impacto ambiental. Isso levou a eficaz a uma especialização neste setor gerando tecnologias de ponta amplamente reconhecidas no mercado.
Os praguicidas utilizados são todos devidamente registrados e autorizados pelo Ministério da Saúde e indicados para esse fim, que depois de evaporados cristalizam-se na superfície da área promovendo um efeito residual. As pulverizações são efetuadas em toda a área interna e externa do local, principalmente telhados, armários, gabinetes de madeira, móveis e edificações compostas por celulose.
Nossos técnicos possuem treinamento específico e certificados, têm à disposição os melhores e mais modernos praguicidas e equipamentos do mercado e estão prontos para atender todas as suas necessidades. O tipo de aplicação também é fator importante na escolha do procedimento, pois permite um resultado mais eficaz para cada tipo de trabalho.
Aplicação de Superfície - consiste na aplicação da calda inseticida de maneira uniforme sobre as superfícies de madeira cobrindo-as completamente, de forma que os cupins que as percorrerem sejam contaminados pelos microscópicos cristais dos inseticidas aplicados, fazendo com que a madeira que seria o alimento para a praga venha a perder sua atratibilidade.
Aplicação Localizada - usadas em setores onde a infestação é crônica, consistindo em aplicações de produtos diretamente nas colônias, nos túneis, em frestas, reentrâncias, rachaduras, gretas e nichos existentes nas superfícies e junções. Os métodos utilizados são: micro pulverizações, pincelamentos e injeções cupinicidas com produtos específicos, tais como, Imidacloprid, Fipronil e Permetrina.
A nossa preocupação é com a sua segurança e a preservação do seu patrimônio que estão sempre em primeiro lugar, por isso a eficaz utiliza os melhores produtos portadores da mais alta tecnologia do mercado. Com métodos de aplicação visando efeito de choque são aplicados cupinicidas à base de Fipronil, Permetrina, Bifenthrin, que formam uma barreira de proteção (barreira química) impedindo invasões, repelindo e matando a praga. Nas aplicações visando efeito residual com formulações inovadoras são utilizados produtos com ingrediente ativo a base de Imidacloprid, Thiamethoxam e iscas impregnadas de Hexaflumuron que pertencem à última geração de produtos do mercado mundial na área de controle de cupins, com ótimo efeito residual, baixo risco toxicológico, isentos de cheiro e não mancham o que dá total segurança e confiabilidade aos nossos serviços.
Prejuízos e destruição causada pelo ataque de cupins
Que pozinho é esse?
Saiba como identificar a praga quando alguém faz esta pergunta, prepare-se: pode ser cupim ou pode ser broca. Veja abaixo como identificar se é um ou outro.
- Tem um pozinho no meu armário!
- A minha porta está cheia de furos!
- Encontrei um montinho de grânulos no meu guarda-roupa!
Quem já não observou estas ocorrências dentro de casa, ou embaixo da porta, dentro de um armário ou no telhado? Este "pozinho" na verdade, pode ser muito diferente e servir para identificar o inseto que está atacando o seu patrimônio. Fique atento para as principais diferenças entre os "pozinhos" para que possa identificar a melhor maneira de controlar estes insetos.
Qual inseto está atacando ?
Se você encontrar um pó fino semelhante a talco, ou uma serragem pequena trata-se de um ataque de broca de madeira. As brocas de madeira são besouros, cujos ovos, são depositados em peças e estruturas de madeira, bambu, cana da índia, etc. Ao eclodirem as larvas, estas iniciam sua alimentação realizando galerias na peça de madeira infestada, e expelindo um pó fino originado desta atividade. Quando cessa o aparecimento do pó, a larva completou seu desenvolvimento e se prepara para empupar. Após algumas semanas ou meses (dependendo da espécie), emerge o adulto e o ciclo da vida continua.
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Foto 1. Larva de uma broca de madeira (besouro) e o pó decorrente de sua atividade. |
CUPIM DE MADEIRA SECA
A presença de grânulos secos e duros, de coloração clara ao avermelhado e até escuras, indica atividade de cupins de madeira seca. Estes grânulos são fezes, expelidas das galerias realizadas na estrutura ou peça de madeira. A coloração pode variar conforme a cor da madeira. As fezes escuras (quase pretas) sugerem uma atividade ocorrida há alguns anos e que revoadas de cupins alados reprodutores) já devem ter ocorrido; nesta fase não encontramos mais insetos e somente os danos ocasionados.
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Foto 2. Operário e grânulos (fezes) de um cupim de madeira seca |
Cupins Subterrâneos: Biologia e Comportamento
Os cupins são insetos sociais pertencentes à Ordem Isoptera, palavra que deriva do grego "isos", que significa igual e "ptera", que significa asas, ou seja, os cupins pertencem à classe de insetos de "asas semelhantes".
Assim, a classificação dos cupins começa pela seguinte tabela:
Reino: Animal - Filo: Artropoda - Classe: Insecta - Ordem: Isoptera
Estes insetos têm distribuição mundial, ocorrendo em áreas tropicais e temperadas na terra. Cerca de 2.200 espécies de cupins já foram descritas, sendo que no continente americano encontramos aproximadamente 540 espécies distribuídas em 84 gêneros e 5 famílias. Nos Estados Unidos foram relatadas cerca de 40 espécies e, no Brasil, cerca de 200 espécies, a maioria benéfica. O quadro abaixo representa esta distribuição.
Famílias |
Gêneros |
Espécies |
Kalotermitidae |
15 |
112 |
Rhinotermitidae |
8 |
34 |
Serritermitidae |
1 |
1 |
Termitidae |
58 |
363 |
Termopsidae |
2 |
4 |
A Família Rhinotermitidae reúne os cupins subterrâneos.
No Brasil, uma das principais espécies invasoras de estruturas é o Coptotermes havilandi Holmgren, 1911, conhecido como cupim subterrâneo da família Rhinotermitidae.
Vida Social
Cupins são insetos sociais, ou seja, como as abelhas, formigas e vespas, formam uma colônia. Esta colônia de indivíduos é caracterizada pela especialização de funções, existindo indivíduos responsáveis por tarefas específicas tais como: buscar alimento, reprodução, botar ovos, defender o ninho, dentre outras. A especialização faz os indivíduos de uma colônia possuir diferentes formas (morfologia diferenciada, polimorfismo), devidamente adaptadas à função que irão desempenhar. Desta maneira, um indivíduo especializado desempenha apenas um tipo de tarefa, fazendo com que exista uma completa interdependência entre os indivíduos de diferentes funções para a sobrevivência da colônia.
Existem basicamente três tipos de funções ou castas de indivíduos em uma colônia:
- Operários
- Soldados
- Reprodutores alados

Na parte superior o alado, pronto para a revoada. É também chamado de siriri ou aleluia. É o cupim adulto, que tem o aparelho reprodutor já desenvolvido. Na parte inferior, à esquerda, um cupim operário e à direita um soldado. O soldado é caracterizado pela cabeça avantajada para sustentar uma mandíbula grande o suficiente para a função de defesa.
A casta dos operários é caracterizada por indivíduos responsáveis por todas as funções rotineiras da colônia, tais como obtenção de alimento, alimentação de indivíduos de outras castas, inclusive o rei e a rainha, construção e conservação do ninho (reparação por danos e limpeza), eliminação de indivíduos adoecidos ou mortos, cuidados com os ovos. Morfologicamente falando, os operários apresentam uma cor branca leitosa com a cabeça relativamente mais escura, não apresentando nenhum olho (tanto olhos compostos quanto olhos simples ou ocelos). Algumas espécies podem apresentar uma área pigmentada onde os olhos seriam tipicamente encontrados; no entanto todos os operários são cegos. As asas são ausentes, pois não necessitam das mesmas para o desempenho das funções a eles atribuídas.
Operários de cupins são encontrados em grande número na colônia. Eles são responsáveis por manter o ninho, alimentando as demais castas.
A casta dos soldados, por sua vez, tem a função de guarda do ninho e proteção dos operários durante a busca de alimentos. Morfologicamente apresentam corpo de cor branco leitosa, e são caracterizados pelas cabeças escuras desenvolvidas com um par de mandíbulas também desenvolvidas (a única exceção são os soldados da espécie Nasutitermes spp, que apresentam mandíbulas na forma de um prolongamento espinhoso da cabeça). Semelhantemente aos operários, os soldados também não apresentam asas ou olhos (áreas pigmentadas na cabeça podem estar presentes na região onde os olhos estariam localizados). Como estruturas de defesa, além da potente mandíbula que pode esmagar cortar ou golpear com enorme força e da cabeça dura e volumosa que pode obstruir passagens estreitas do ninho contra a penetração de inimigos naturais, os soldados de algumas espécies podem apresentar secreções de natureza tóxica ou viscosa e muito grudenta, através de uma estrutura na cabeça denominada fontanela (um tipo de poro que se interliga com a glândula frontal, responsável pela produção das secreções). É interessante mencionar que o formato da cabeça e das mandíbulas pode ajudar na identificação da espécie infestante.
A casta dos reprodutores alados é representativa dos indivíduos responsáveis pela reprodução. Assim, esta casta é formada por indivíduos sexualmente definidos (machos e fêmeas), com o aparelho reprodutor desenvolvido. São os famosos siriris, siri-siri ou aleluias, que saem do ninho em um vôo de dispersão com o objetivo único de encontrar um local onde possam se reproduzir, formando outro ninho de cupins. Este fenômeno de dispersão é conhecido como revoada ou enxamagem e ocorre principalmente em épocas quentes e úmidas, normalmente no período da tarde, próximo ao anoitecer. Morfologicamente falando, para desempenharem a função de dispersão, apresentam dois pares de asas membranosas, úteis apenas durante o fenômeno de dispersão, caracterizadas por terem dimensões semelhantes (o que os classifica na Ordem Isoptera, como mencionado anteriormente). Quando não estão em uso, as asas repousam sobre o abdome do inseto. A cor das asas pode variar de claras e transparentes a escuras, sendo que é através das nervuras presentes nas asas que se identificam muitas espécies de cupins. A coloração do corpo dos alados varia de um marrom claro ao preto, dependendo da espécie. Apresentam olhos compostos e algumas espécies também apresentam olhos simples ou ocelos. Da mesma forma que os soldados, apresentam fontanela na cabeça.
Após a revoada, quando pousam no solo para procurar um abrigo e formar novo ninho, os reprodutores alados forçam as asas contra a superfície e a quebram, pois já desempenharam o seu papel no vôo de dispersão. A parte basal da asa, que permanece junto ao corpo após a quebra das asas, é denominada escama alar. Se o casal não tiver se encontrado durante o vôo de dispersão, a fêmea, já no solo, libera um feromônio sexual que irá atrair o macho. Após ambos se encontrarem, partem para procurar um local seguro para o acasalamento. Após a identificação do abrigo, macho e fêmea se acasalam e iniciam a nova colônia dando início à postura de ovos. A partir daí são chamados de rei e rainha, ou casal real, da nova colônia.
Quando inicia a postura, o abdome da rainha sofre uma hipertrofia, pois todos os ovos em desenvolvimento ficam em seu interior, aumentando de tamanho à medida que a fêmea aumenta sua capacidade de oviposição com o passar dos meses. O abdome da fêmea pode, assim, alcançar vários centímetros de comprimento, apresentando uma coloração branca leitosa. O macho permanece junto à fêmea, que necessita ser fecundada periodicamente e, por sua vez, apresenta uma leve hipertrofia em seu abdome. Dependendo da espécie de cupim, o casal real pode transitar livremente no ninho ou permanece confinado em uma câmara real, de onde jamais sairá.
O ninho pode ser formado ainda por outros indivíduos ou elementos, tais como ovos e indivíduos imaturos, brancos, moles e dependentes dos operários que cuidam de sua limpeza e alimentação. Também podem apresentar reprodutores secundários ou reprodutores de substituição, indivíduos com a função de substituir o casal real no caso de algum deles adoecer ou morrer, ou até mesmo ter a função de complementar a postura de ovos na colônia. Reprodutores secundários são produzidos em colônias mais maduras e, como não têm a necessidade de sair da colônia, eles nunca desenvolveram asas podendo apresentar, no entanto, gemas alares quando são originados de ninfas. Sua coloração pode variar de leve a fortemente pigmentada.
Outras espécies de artrópodes também podem conviver com os cupins, tais como alguns pequenos besouros, miriápodes e moscas e são denominados simbiontes.
Para manter todos os indivíduos desta sociedade, o ninho desempenha um papel importante, oferecendo condições micro climáticas (temperatura, umidade, intempéries climáticas) adequadas e seguras a todos os indivíduos desta comunidade, protegendo-a contra inimigos naturais (predadores e parasitas). Ao conjunto formado pela comunidade (indivíduos) e pelo ninho (parte física), denominamos colônia. Assim, uma colônia pode ser formada de vários ninhos (ou sub-ninhos) no caso de compartilhar os mesmos indivíduos.
Ciclo de Vida
Os cupins são insetos que apresentam metamorfose incompleta. Embora cada espécie possue características de desenvolvimento diferentes, basicamente podemos resumir o ciclo de vida destes insetos em: ovos, formas jovens (ou ninfas) e adultos. A rainha coloca ovos que se transformam nas formas jovens. As formas jovens, por sua vez, podem se diferenciar em operários, soldados e reprodutores alados que, como vimos, após se abrigarem em outro local, formam o casal real da nova colônia.

Entre a forma jovem e a forma adulta, os cupins sofrem mudas para que possam se desenvolver, a este processo chamamos de ecdise ou muda.
Os operários podem ser divididos em dois tipos: operários verdadeiros, que são estéreis e operários funcionais, que são machos e fêmeas. Operários funcionais têm a habilidade de mudar de volta a ninfa, que pode então se transformar em soldados, reprodutores alados ou reprodutores de substituição, dependendo das necessidades da colônia. O último estágio ninfal pode desempenhar funções do operário na busca de alimentos e ajudam a cuidar de outras ninfas nos estágios iniciais.
Os cupins subterrâneos apresentam, em geral, as três fases do ciclo de vida descrito acima.
Em relação à longevidade dos cupins, o rei e a rainha podem viver até 30 anos. Durante todo o período de vida, a rainha irá colocar ovos e, para isso, necessita de acasalamento frequente do rei. A colônia como um todo, no entanto, pode viver para sempre uma vez que se o rei ou a rainha morrerem ou adoecerem, são prontamente substituídas pelos reprodutores de substituição que se encarregarão das funções de fecundação, do rei, ou de oviposição, da rainha.
Formação de uma nova colônia
Novas colônias podem ser formadas a partir dos reprodutores alados (siriris ou aleluias) ou pelo isolamento de indivíduos de uma colônia grande. Na colônia formada através dos alados, é interessante notar que a maior parte das formas aladas irá morrer por serem atacadas por inimigos naturais (formigas), consumidas por predadores (pássaros, morcegos, etc.), por sofrerem com mudanças climáticas ou simplesmente não encontrarem o par ou um local seguro para fazer o ninho. Além disso, o desenvolvimento inicial da colônia é lento. A rainha coloca poucos ovos inicialmente e, ao final do primeiro ano, uma colônia de cupins subterrâneos, por exemplo, pode conter cerca de 75 indivíduos apenas, apresentando-se assim, extremamente frágil.
A formação de uma nova colônia, através do isolamento, acontece quando uma colônia identifica uma nova fonte de alimento e uma sub-colônia é formada para explorar esta nova fonte alimentar. Se o caminho entre a colônia principal e a colônia secundária for quebrado, a população isolada pode então dar origem às formas reprodutoras, geradas através dos operários funcionais e ninfas, como discutimos anteriormente.
Desta maneira, outra principal fonte de formação de novas colônias, é através do acúmulo de madeira infestada em determinados locais (que contribuem para a formação de uma sub-colônia) e pelo uso de madeiras já infestadas por cupins.
Conhecendo o Comportamento dos Cupins Subterrâneos
Os cupins subterrâneos são assim denominados por construírem seus ninhos no solo. De fato, estes cupins também podem construir seus ninhos em vão estruturais, como: caixões perdidos em edifícios, vãos entre lajes, paredes duplas, ou qualquer outro espaço confinado que exista em uma estrutura, seja ela uma residência, indústria ou comércio.
Por esta razão, a denominação cupim subterrâneo não é a mais correta quando se trata deste grupo de cupins. No entanto, dada a universalidade da descrição (em inglês este grupo de cupins é chamado de "subterranean termite") e a familiaridade dos termos entre pesquisadores da área, manteremos a mesma denominação para estes cupins no Brasil. A única restrição fica no fato de nos lembrarmos que, além do solo, estes cupins podem construir seus ninhos em vãos estruturais. Esta é uma característica que o diferencia dos cupins de madeira seca, cujos ninhos estão confinados à madeira infestada.
O sinal típico de ataque dos cupins subterrâneos são os caminhos que eles fazem sobre a alvenaria ou outro material. Feitos de terra, fezes e saliva, estes cupins constroem verdadeiros túneis que os protegem de predadores, perda de água, e outros contratempos.
Outra diferença é que os operários destes podem transitar em outros meios que não a madeira, em busca de alimento. O cupim de madeira seca, ao consumir toda a madeira que o abriga se não tiver acesso a outra madeira em contato com a primeira, condena a sua colônia a morte. A vida útil da colônia está, assim, ligada à duração da fonte de alimento. Os cupins subterrâneos, podendo sair da colônia em busca de alimentos, não têm este problema, dada a fartura de elementos a base de celulose que se encontra na natureza ou nas proximidades do próprio ninho.
Classificação
Família: Rhinotermitidae
Gênero: Coptotermes
Espécie: Coptotermes havilandi Holmgren, 1911.
Descrição
O Coptotermes havilandi é uma das espécies de cupins denominados de cupins subterrâneos sendo, sem sombra de dúvida, a espécie invasora de estruturas de maior importância econômica no Brasil.
Dentro da família Rhinotermitidae encontram-se os cupins que mais prejuízos causam à madeira, em todo o mundo. Existem cerca de 45 espécies de cupins descritas e, dentre elas, o Coptotermes havilandi, que infesta estruturas no Brasil. Nos Estados Unidos existe uma espécie diferente, denominada Coptotermes formosanus, que ainda não ocorre no Brasil. Recentemente foi identificado o Coptotermes havilandi em um bairro de Miami, uma cidade portuária localizada no Estado da Flórida, no sudeste dos Estados Unidos, fato este que tem causado grande preocupação aos norte-americanos.
No Brasil, acredita-se que o C. havilandi foi introduzido em 1923, através de importações de materiais infestados que chegaram por cidades portuárias. Ou seja, da mesma maneira que ele acabou sendo introduzido nos Estados Unidos em 1996: de navio.
O soldado desta espécie apresenta a cabeça arredondada, de cor amarelo claro, com mandíbulas proeminentes e dotados de um poro logo atrás das mandíbulas que é conectado a uma glândula cefálica, chamado de fontanela. Esta glândula produz um líquido viscoso do tipo cola que é usado para defesa, sendo excretado em grande volume (proporcionalmente) quando encontram-se em perigo.

O soldado possui uma cabeça mais avantajada, necessária para sustentar as mandíbulas na defesa da colônia.
A rainha do cupim subterrâneo pode colocar cerca de 1000 ovos por dia.

A rainha e o abdome fisiogástrico: o tamanho é resultado do acúmulo de ovos em desenvolvimento dentro de seu corpo para dar conta das milhares de posturas características de algumas espécies
Um estudo visando quantificar o tamanho de uma colônia típica de cupins subterrâneos (C. formosanus) nos Estados Unidos mostrou que, dentre 8 colônias estudadas em Miami, o número de cupins variou entre 1,4 a 6,86 milhões de indivíduos. Estas colônias apresentaram uma área de forrageamento (busca de alimentos) de 162 a 3571 metros quadrados, respectivamente. Operários da menor colônia viajaram cerca de 43 metros lineares à procura de alimento, enquanto da maior colônia chegaram à distância de 115 metros do ninho em busca de alimento.
Os ninhos são volumosos e, normalmente, quando não construídos no solo, são construídos em locais ocultos e úmidos tais como em porões, caixões perdidos, paredes e lajes duplas, frestas em construções, poços de ventilação e de elevadores, espaços vazios abaixo dos pisos, caixas de eletricidade e telefonia, etc. Este cupim não necessita de contato com solo para se desenvolver, desde que tenha contato com a água (há casos de infestação em prédios nos andares mais altos e nos logo abaixo não). No entanto, o foco principal pode estar no próprio solo.
Uma das principais características deste cupim é que não estão restritos à peça atacada, podendo infestar domicílios, árvores ornamentais, madeiras em geral (parques, jardins). Árvores ornamentais podem servir de excelentes abrigos para cupins, contendo colônias no interior do tronco ou abaixo das raízes.
Para passar de um local a outro, a procura de alimentos, os operários fazem túneis no solo. Quando se depara com ambientes abertos, o C. havilandi usa fezes e partículas de solo cimentadas com saliva, na construção de galerias de comunicação, formando longos túneis que os protegem do ataque de inimigos naturais e da perda de umidade. Estes túneis são os principais sinais de ataque por cupim subterrâneo em estruturas e podem estar camuflados pela infinidade de espaços e frestas que permeiam as edificações, tais como juntas de dilatação, rachaduras, conduítes elétricos e telefônicos, frestas de instalações hidráulicas ou de ar condicionado e prumadas de esgoto, típicas de prédios etc.
Estes cupins são tão vorazes que chegam a fazer 30 a 50 metros de galerias à procura de alimento. Também apresentam um comportamento ávido por espaços vazios, o que facilita a infestação de grandes construções ou instalações como caixas de luz, onde a madeira que suporta as chaves elétricas ou relógios de medição ficam protegidas do ambiente externo pelo vidro colocado nas caixas. O preenchimento dos espaços vazios é rápido e mesmo que não haja frestas, se o reboque se apresentar fresco ou estiver fraco, os cupins podem remover os mesmos da parede e construir a colônia (caso localize um túnel isolado na parede experimente quebrar a parede para localizar frestas).
Os ninhos são construídos da mesma maneira que as galerias, ou seja, com o uso das fezes úmidas que são colocadas uma sobre a outra, formando estruturas tipicamente do tipo cartonado, repleto de galerias internas.
O crescimento da colônia é muito mais rápido do que o crescimento da colônia de cupim de madeira seca. O ninho formado por um casal apresenta, um ano após o acasalamento, cerca de 40 indivíduos entre soldados e operários.
Da mesma maneira que os cupins de madeira seca, quando os sinais de infestação tornam-se aparentes, muitas vezes o prejuízo já é de grande monta, nada mais restando ao proprietário do imóvel que controlar a infestação e consertar os locais atacados.
Por apresentarem colônia muito grande, as revoadas dos C.havilandi são de grande porte, envolvendo centenas de indivíduos. Ocorre normalmente entre as 17 e 20 horas, no início da primavera, quando a umidade favorece (podendo no entanto revoar mais tarde). Este período favorável para revoadas, em São Paulo, se estende de agosto a dezembro.
Danos
Estimativas feitas com o Coptotermes havilandi, nos Estados Unidos, indicam que uma colônia desta espécie, contendo cerca de 3 milhões de indivíduos, pode consumir madeira a uma taxa de 360 gramas por dia. Uma colônia madura de cupins subterrâneos desta espécie pode causar severos danos a uma estrutura em apenas três meses. Desta maneira é imprescindível que seja identificado o quanto antes uma infestação por cupim subterrâneo.
O montante dos danos pode ser grande não apenas pelo tamanho da colônia que está atacando uma estrutura, mas também porque nada impede que duas ou mais colônias estejam infestando a mesma estrutura.
Cupins Subterrâneos: Métodos de Prevenção
Para sabermos como prevenir a infestação por cupins, devemos entender como eles entram na estrutura e o que eles necessitam para sobreviver.
De uma maneira geral, prevenir uma infestação de qualquer praga implica em se limitar o acesso desta praga ao ambiente estudado e a disponibilidade de fatores que permitam sua sobrevivência. Estes fatores são basicamente três: alimento, umidade e abrigo.
Vias de Acesso dos Cupins
Quando estudamos o comportamento dos cupins, chegamos à conclusão que eles podem penetrar em uma estrutura de várias maneiras, sendo as principais:
- Através da revoada dos alados

Os cupins adultos possuem asas e estão prontos para a reprodução. Quando encontram a temperatura e umidade adequada saem em revoada para formar um novo ninho.
Colônias de cupins subterrâneos são formadas a partir do vôo de dispersão que caracteriza a revoada dos alados. Assim, a infestação de ambos os cupins pode ter origem da revoada. A sobrevivência deles e o sucesso na formação de um novo ninho irão depender da disponibilidade do abrigo. Os alados de cupins subterrâneos terão preferência por solo, seja ele solo de floreiras, vasos e jardins, ou então madeira, desde que esteja próxima a um ponto de umidade.
- Através de madeiras já infestadas
O transporte de madeira em grande quantidade, com um ataque pronunciado de cupins subterrâneos, pode fazer com que os indivíduos remanescentes formem uma outra colônia por cisão da colônia principal.
Os cupins subterrâneos, em sua busca por alimentos, entram nas edificações por rachaduras e frestas na estrutura, principalmente quando as mesmas se apresentam em uma área de contato com o solo ou próximas ao solo. Como frestas existentes na estrutura podemos citar os blocos ocos (tijolo "baiano"), juntas de dilatação, juntas frias existentes entre duas estruturas de concreto, inserções de canos hidráulicos e conduítes elétricos, rachaduras existentes em pisos de concreto, etc.
As formas aladas dos cupins também podem dar origem a uma infestação na estrutura, embora esta possibilidade seja particularmente pouco expressiva quando comparada com infestações originadas por colônias localizadas no solo. Neste particular, novamente as rachaduras e frestas na estrutura desempenham um papel fundamental na proliferação desta infestação para outros locais da estrutura.
Desta maneira, quer a infestação seja originada de colônias estabelecidas no solo ou de cupins alados que formarão seus ninhos na estrutura, rachaduras e frestas são fundamentais para que o cupim adentre a estrutura e devem ser por este motivo, corrigidos.
Fatores que favorecem o ataque
Dentre os fatores que favorecem a intensidade de infestação por cupins em uma estrutura quando se encontram nas proximidades da mesma, podemos citar:
1. Enterro de entulhos
É muito comum em prédios, durante a construção, que restos de madeira utilizados nas formas de concreto, sejam deixados nos chamados "caixões perdidos", espaços entre um andar e outro sem função específica, a fim de diminuir custos com o descarte de entulhos. Da mesma maneira, o solo ao redor da estrutura é utilizado para o enterrio deste material, rico em celulose, que se transforma em fonte de alimento para os cupins, favorecendo a proliferação destes insetos ao redor da construção. Em sua busca contínua por novas fontes de alimento, os cupins encontrarão passagens naturais para infestarem a estrutura.
2. Espaços entre estruturas, tais como vãos livres e frestas.
Estes espaços, muitas vezes pouco ventilados, permitem um abrigo útil ao desenvolvimento de uma colônia sem que seja perturbada por fatores externos. Muitas colônias em prédios são encontradas nestes espaços disponíveis na estrutura.
3. Solos orgânicos (com raízes abaixo das construções)
Da mesma maneira, raízes deixadas abaixo de construções são fontes de material celulósico, servindo de alimento para cupins.
4. Árvores cortadas ou agredidas (mal podadas)
Quando os troncos de árvores são cortados e seus raizames são deixados no solo, eles se tornam fonte de alimento para cupins. Muitas vezes, em inspeções, encontramos ninhos de cupins associados ao raizame morto de uma árvore cortada. Nestas situações vale a pena retirá-los do solo por ocasião do corte do tronco.
Já árvores mal podadas ou agredidas, apresentam ferimentos onde os cupins alados podem se alojar e, a partir daí, desenvolverem uma colônia.
5. Condições de Umidade
Áreas mal drenadas em gramados e outras condições que favorecem a umidade excessiva em um determinado local (tal como colocar pneu em volta de árvores, áreas com torneiras gotejando, etc.), podem favorecer o desenvolvimento de cupins pelo fato dos mesmos necessitarem de umidade para sobreviver. Estas condições de umidade devem ser corrigidas para um efetivo controle da infestação.
Outras Medidas Preventivas
Existe ainda, uma série de medidas que podem ser consideradas preventivas do ataque de cupins de madeira seca, a saber:
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Uso de madeiras tratadas durante a construção do imóvel ou montagem dos móveis.
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Colocação de telas (20 mesh) para prevenir a entrada de alados nas áreas internas da estrutura.
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Uso de madeiras naturalmente mais resistentes.
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Proteção da superfície exterior das madeiras com tintas, vernizes ou outras coberturas apropriadas, com o objetivo de tapar frestas e ranhuras onde os cupins possam se alojar.
Cupins Subterrâneos: Métodos de Controle
As principais estratégias de controle de cupins serão apresentadas a seguir. É interessante frisar, neste momento, que os dados apresentados a seguir visam orientar o consumidor para que possa estar ciente do problema que está enfrentando. O uso de alguns produtos para o controle de cupins são restritos às entidades especializadas e, mesmo produtos de venda livre devem ser manipulados com segurança por profissionais que conheçam o seu ofício. Recomendamos que, depois de compreendido o tipo de tratamento que será necessário fazer, seja solicitado um orçamento para controle de uma empresa especializada no controle de pragas urbanas. O ponto mais importante na contratação de uma empresa profissional é a certeza de estarem utilizando as ferramentas corretas para fazer o controle, com toda a segurança para os moradores ou freqüentadores da estrutura tratada e os termos de garantia de controle.
CONTROLE DE CUPINS SUBTERRÂNEOS
Como vimos anteriormente, cupins subterrâneos necessitam de umidade para sobreviver e por causa disto colônias são geralmente encontradas no solo. Os operários deixam a colônia em busca de alimentos retornando à colônia para alimentar outras castas (soldados, reprodutores alados, rei e rainha) e em busca de umidade. A necessidade de umidade é uma característica que pode, assim, ser utilizada para ajudar no controle destes insetos.
Por outro lado, locais onde pisos de madeira ou outras estruturas de madeira encontram-se em contato constante com o solo úmido, provêem fácil acesso entre o local da colônia e a fonte de alimento. Alterações mecânicas, incluindo eliminação de pontos de contato da madeira com o solo, substituição de madeira ou objetos atacados, remoção de restos de celulose e redução do excesso de umidade na estrutura podem também ajudar no controle de infestações de cupins.
Quatro estratégias básicas devem ser consideradas para se controlar cupins subterrâneos:
- Alteração mecânica
- Tratamento de Solo
- Tratamento da Madeira
- Uso de Iscas
Alterações Mecânicas
Chamamos de alterações mecânicas qualquer medida que faça com que a estrutura fique menos susceptível ao ataque de cupins. Estas medidas podem incluir:
- Alterações estruturais feitas com o objetivo de se evitar o acesso de cupins ao alimento ou à umidade. Neste caso, assumimos que a estrutura já esteja construída, não restando outra alternativa senão corrigir situações que levem à proliferação da população de cupins, como corrigir pontos de umidade, vãos estruturais, etc.
- Instalação de barreiras mecânicas (como chapas metálicas), para impedir a entrada de cupins.
- Remoção de entulhos de celulose ou excesso de umidade do ambiente, corrigindo-se canos com problemas de vazamento, paredes com problema de impermeabilização, pontos de drenagem no terreno, etc.
- Criação de mecanismos que facilitem a inspeção de áreas críticas ou vulneráveis da estrutura. Como por exemplo, portas de acesso a caixões perdidos em edifícios, porões ou telhados de casas.
Tratamento de Solo ou Barreira Química
No caso de cupins de madeira seca, sugerimos o tratamento direto da madeira atacada, procurando injetar o cupinicida nas galerias que formam o ninho do cupim que, como vimos encontra-se restritos à peça atacada. O tratamento, neste caso, é efetivo para o controle da infestação.
No caso de cupins subterrâneos, a colônia encontra-se fora do local de ataque. Desta maneira o tratamento da peça atacada não é suficiente para controlar a infestação, pois os cupins simplesmente podem passar a atacar outro local ainda não tratado.
Desta maneira, duas alternativas podem ser adotadas: o uso de uma barreira química ao redor da estrutura e o uso de iscas colocadas no solo.
A barreira química nada mais é do que o tratamento do solo imediatamente adjacente à estrutura com o objetivo de evitar com que o cupim encontre frestas de acesso à mesma, havendo necessidade de ser tratar tanto o solo abaixo da estrutura (interior) quanto ao solo ao seu redor (exterior), próximos à fundação da estrutura.
As intervenções necessárias para se fazer este tratamento em estruturas envolvem um trabalho intensivo, apresentando muitas vezes necessidade de se furarem pisos e paredes. Desta maneira, as melhores oportunidades para se tratar cupins aparecem durante as reformas de imóveis, quando se tem maior liberdade para realizarem-se as intervenções necessárias. Outra oportunidade a ser considerada é tratar o solo antes de o imóvel ser construído, prevenindo-se assim futuros ataques.
Aplicações no Exterior da Estrutura
Quando o acesso ao solo é fácil, pode se fazer uma trincheira para o tratamento do exterior da estrutura. Este método envolve cavar uma trincheira ao longo do perímetro externo da fundação e então colocar a solução com o cupinicida na dose 5 litros por metro linear para cada 30 centímetros de profundidade da sapata. O solo é recolocado na trincheira à medida que é colocado o cupinicida, de modo a ser igualmente tratado. A trincheira deve ser cavada em um ângulo tal que forme uma cunha contra a fundação. Desta maneira, a solução cupinicida tenderá a se depositar próximo à estrutura e não longe dela. A largura da trincheira deve ser de cerca de 15 centímetros enquanto que a profundidade irá depender da profundidade da sapata. Uma trincheira deve ser cavada tão profundamente o possível para atingir o topo da sapata. Em alguns casos, pode ser interessante que a trincheira seja preenchida com um pouco mais de terra tratada de maneira a evitar que aja acúmulo de água próximo ao perímetro externo da estrutura.
Exemplo de uma trincheira feita com o objetivo de formar uma barreira química ao redor da estrutura
O uso de trincheiras é limitado a sapatas com uma profundidade de no máximo 45 centímetros. Sapatas mais profundas exigem que se injete o produto no solo para que ele possa penetrar em todo o perfil a ser tratado. Esta técnica envolve a colocação do produto, sob pressão, através da superfície do solo, com um equipamento injetor direcionado ao topo da sapata. Sempre quando possível, a trincheira deve ser usado em conjunto com a injeção de solo. A trincheira ajuda a prevenir que a calda aplicada saia da área tratada. O injetor deve ser inserido cerca de 15 centímetros de distância da estrutura, formando um pequeno ângulo com o solo de modo a se aproximar da sapata. Este procedimento, assim como no ângulo da trincheira, ajuda para que o produto se mantenha próximo à estrutura da casa. O injetor deve ser inserido a intervalos regulares de 30 centímetros no solo e a solução cupinicida deve ser aplicada a razão de 5 litros por metro linear para cada 30 centímetros de profundidade. Como no método da trincheira, o solo retirado do local deve ser tratado com a solução cupinicida quando é colocado de volta.
Aplicações no Interior da Estrutura
Para se atingir o outro lado da fundação, é necessário tratar o solo abaixo da estrutura, injetando-se o produto através do piso de cimento, no interior da estrutura. O tratamento de solo no interior da estrutura só é possível com o estabelecimento de furos verticais através do cimento próximo às paredes estruturais.
O tratamento apropriado de estruturas de cimento envolve a aplicação da solução cupinicida em áreas onde os cupins podem entrar na estrutura através do cimento, através de juntas de expansão, falhas no cimento e aberturas através de encanamentos de água ou elétricos.

Quando um piso de cimento impede o acesso ao solo para o estabelecimento de uma barreira química ao redor, ou dentro de uma estrutura, é necessário furá-lo para a posterior injeção do produto através dos furos.
Nestes casos, a solução cupinicida é também aplicada na dose de 5 litros de calda por metro linear de perímetro, para cada 30 centímetros de profundidade da sapata. As perfurações são usualmente feitas de 30 a 45 centímetros de distância uma das outras, dependendo do tipo de solo e grau de compactação e a cerca de 7 centímetros das paredes estruturais.
O tratamento do interior de construções com estrutura de cimento envolve riscos específicos por causa da presença de encanamentos que podem atravessar o piso, tanto de gás, quanto de água ou até mesmo tubulações elétricas. Estas tubulações podem ser danificadas por ocasião da perfuração do piso para a aplicação do produto.
Por causa dos riscos inerentes ao tratamento, como mencionamos acima, o controle de cupins subterrâneos requer obrigatoriamente a contratação de uma empresa especializada para a realização do serviço. Não obstante, todos os cupinicidas registrados para este fim são de uso profissional, podendo apenas ser manipulados por empresas especializadas.
A necessidade de furos em toda a estrutura é um trabalho intensivo e muitas vezes de difícil orçamentação o que faz com que, muitas vezes, a empresa responsável não o considere como parte do tratamento de cupins subterrâneos. Este procedimento pode levar a um tratamento incompleto e posterior reincidência do ataque de cupins naquela estrutura. Assegurar-se que a empresa fará um tratamento correto da estrutura é imprescindível para o efetivo controle deste cupim, assim como selecionar uma empresa devidamente capacitada para a realização deste serviço.
Iscas
A tecnologia de iscagem para o controle de cupins subterrâneos está sendo comercializada nos Estados Unidos da América desde 1995. No Brasil só recentemente foi registrada no Ministério da Saúde um sistema de iscagem chamado Sistema Sentricon*, da Dow AgroSciences.
O uso de iscas para cupins subterrâneos é comum nos Estados Unidos, onde foram lançadas há mais de 3 anos. No Brasil ainda não existem iscas registradas para o controle de cupins. Por este sistema, os cupins operários se alimentam em um material celulósico que contém o ingrediente ativo tóxico e, sem perceberem, distribuem o produto por toda a colônia ao alimentarem outros indivíduos.
Tratamento de Madeira
O tratamento das madeiras infestadas, conforme mencionamos acima, é apenas de caracter paliativo quando se trata de cupins subterrâneos. No entanto, quando a infestação é aparente e deseja-se eliminar os cupins que circulam pelas madeiras, o tratamento através da injeção de produtos, conforme mencionamos para cupins de madeira seca, pode ser utilizado. No entanto, deve-se ter em mente que o tratamento da madeira já colocada na estrutura é sempre limitado, deixando-se sempre pontos sem tratamento que poderão ser infestados pelo cupim posteriormente.
No caso de cupins subterrâneos, o uso de madeiras já tratadas durante a construção ou reforma de uma determinada estrutura, seja ela para fins residenciais ou comerciais, deve ser priorizado como uma estratégia de prevenção dos ataques futuros. Isto não impedirá o cupim de entrar na estrutura, como já vimos. Mas com certeza diminuirá os danos que ele possa causar, evitando com que consuma a madeira tratada.
O estabelecimento de uma barreira contínua ao redor da estrutura definitivamente impede a entrada destes cupins por certo período de tempo.
Produtos de uso profissional indicado para controle de cupins:
BIFLEX – NOVARTIS - CYMPERATOR 25 CE – SYNGENTA - CYNOFF 200 CE - FMC/NOVARTIS - CYNOFF 400 PM - FMC/NOVARTIS
CYPEREX 125/250 CE – ROGAMA - CYPEREX 40 PM – ROGAMA - ICON 5 CE – SYNGENTA - PERMETRINA FERSOL 384 CE
SENTRICON - DOW AGROSCIENCES - TERMIDOR 25 CE - BASF
Vantagens dos nossos serviços:
- Aplicação segura, não há necessidade de remover alimentos e objetos do local; maior comodidade.
- Produtos sem cheiro, não contaminam o ambiente; maior segurança.
- Após a aplicação o local continua limpo, sem resíduos e odores; maior tranquilidade.
- Atinge os insetos localizados em abrigos inacessíveis aos pulverizadores; maior eficácia.
- Não há necessidade de afastar as pessoas ou interromper o trabalho; maior conforto.
- Maior durabilidade de ação dos produtos. (efeito residual); maior eficiência nos resultados.
- Garantia total dos serviços por Químicos e Biólogos e Compromisso Público; maior garantia.
- Redução do custo com o Controle Integrado de Pragas; maior economia.
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