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Capina Química
Os tratamentos de Capina química têm como objetivo principal o controle de plantas daninhas em áreas urbanas com o uso de herbicidas com propriedades de manter as áreas tratadas limpas por longos períodos de tempo, com garantias de segurança ambiental e ocupacional. Em decorrência dos problemas causados pelas plantas daninhas em ambientes urbanos, industriais ou rurais, principalmente por serem abrigo de diversas pragas, como roedores, mosquitos, aranhas e baratas além de diminuírem a vazão de canais de drenagem causando inundações, proporcionam um maior acúmulo de lixo em meio fio, desconforto paisagístico entre outros, desta forma devem ser eliminadas e controladas.
O controle através de herbicidas é recomendável, isto porque, devido às peculiaridades destas plantas, tanto o controle manual como o mecânico não é efetivo, necessitando várias intervenções em curto período de tempo, principalmente nas épocas mais quentes do ano, elevando o custo significativamente. Esta operação é uma forte ferramenta na saúde pública, isto se deve ao fato da destruição do abrigo natural das pragas, evitando ainda a deposição de lixo, uma vez que em locais limpos este procedimento será inibido, livrando a população de insetos, aracnídeos e roedores nocivos à saúde. Permite ainda que o aspecto de limpeza das áreas tratadas seja preservado, visto que são mantidas realmente limpas e permitem a manutenção de sua conservação.
Plantas daninhas
As plantas daninhas são aquelas que crescem em locais indesejados, causando perdas materiais e ou financeiras em atividades realizadas pelo homem e outros prejuízos. São em sua maioria, espécies de alta rusticidade e fácil adaptação a qualquer ambiente. São plantas que apresentam características peculiares que as tornam extremamente problemáticas:
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Produzem grande quantidade de sementes (e em alguns casos superior a um milhão/planta) e com alto índice de germinação.
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Apresentam alta rusticidade para sobreviver e adaptar-se às condições adversas (baixa fertilidade de solo, seca, inundação, salinidade).
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Reproduzem-se por sementes e ou estruturas de propagação vegetativa (colmos, estolões, rizonas, tubérculos) e que estão sujeitos a apresentar o fenômeno da dormência sob condições desfavoráveis de umidade e temperatura, principalmente, voltando a se desenvolver quando as condições forem favoráveis.
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Existem áreas nas quais não devem ocorrer estas plantas, tais como áreas industriais, ao longo de estradas de rodagem, oleodutos, leito de ferrovias e vias públicas. Em redes elétricas e telefônicas, a vegetação pode existir, mas precisa ser controlada dentro de níveis seguros o que demanda alto custo.
Em áreas não agrícolas (ambiente urbano, rodovias, ferrovias, pátios industriais, etc) estas plantas acarretam uma série de problemas à sociedade, tais como:
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Servem de habitat para roedores, animais peçonhentos e insetos transmissores de doenças, em áreas onde há o acúmulo de lixo encoberto por esta vegetação;
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Dificultam a variação de calçadas e ruas, assim como a manutenção do meio fio;
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Provocam o entupimento de galerias de escoamento de águas pluviais, decorrente de obstrução das mesmas;
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Quando crescem muito próximas ou dentro de canais ou valas de drenagem, comprometem a qualidade da drenagem de águas pluviais ou de esgoto e abrigam insetos transmissores de doenças como a dengue, onde os adultos depositam os ovos e a Leptospirose através da urina do rato.
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Quando em crescimento espontâneo, constitui-se num sério problema na manutenção de canais, rios e reservatórios, podendo causar inundações, bem como servem de proteção a diversas pragas urbanas, tais como: baratas, escorpiões, roedores, mosquitos e outros transmissores de doenças ao ser humano;
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No período seco, as plantas invasoras que produzem grande massa vegetativa, tais como as gramíneas, são focos fáceis para desencadeamento de incêndio, sendo um problema de segurança no caso de linhas de transmissão (redes elétricas, companhias telefônicas), subestações elétricas, oleodutos, campos de pouso (aeroportos).
Desvantagens do Controle Manual
O método de controle das plantas daninhas através de capina manual apresenta sérias limitações que fazem com que parte das áreas pretendidas para execução da capina, normalmente, não sejam contempladas com esta operação. Entre as limitações da capina manual, podemos citar:
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As ferramentas usadas (enxadas, enxadões, ferrinhos) não conseguem remover totalmente as estruturas radiculares das plantas, fazendo com que as áreas operadas sejam mantidas a limpo por curto período de tempo;
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Plantas daninhas problemáticas (tiririca, grama seda, capim colonião, braquiária) tem seu vigor de brotação aumentado, quando da realização do corte manual de suas partes aéreas;
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A área alvo da capina nem sempre é integralmente coberta pelo serviço, visto que o rendimento operacional é muito baixo;
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A capina manual não consegue atuar no banco de sementes das plantas daninhas presente no solo, fazendo com que no período chuvoso, a reinfestação das áreas capinas seja muito rápido.
Manejo das plantas daninhas
O manejo das plantas infestantes compõe-se de um conjunto de métodos de controle, cuja aplicação de maneira certa e no período adequado, objetiva uma interferência efetiva no processo de germinação e desenvolvimento das plantas infestantes, com favorecimento para a cultura, procurando-se evitar prejuízos econômicos e ambientais.
OS HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES: são geralmente herbicidas com efeitos residuais, que são aplicados no solo, quando as plantas infestantes ainda não emergiram. Sua eficiência está condicionada às características deste solo, as quais deverão ser observadas antes de sua aplicação.
OS HERBICIDAS PÓS-EMERGENTES: por sua vez exercem ação sobre as plantas infestantes que emergiram, através da absorção pelas folhas, provocando um definhamento gradativo até ocorrer a morte das plantas. A eficiência desses herbicidas está condicionada ao próprio estágio de desenvolvimento das plantas infestantes, e não mais dependente das características do solo. Pois quanto menor for o porte das plantas, menores serão as doses a serem aplicadas de herbicidas e maior será sua eficiência de controle.
Tecnologia
Enquanto um homem é capaz de capinar 90 m2 por dia, a eficaz oferece a capina seletiva de até 160.000 m2 por dia. O mato desaparece por completo após alguns dias, transformando-se em adubo natural para o solo. O Saneamento Vegetal é um processo econômico, higiênico e estético, com durabilidade de aproximadamente 4 meses.

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